As dez marcas mais valiosas do mundo. Who is next?

Periodicamente, as agências de pesquisa e avaliação de Marcas emitem relatórios definindo um valor para cada marca no mercado. As principais agências seguem metodologia própria e algumas estabelecem parâmetros que tornam-se referências. Muitos ainda confundem o valor de uma marca com o valor do negócio em si. São coisas bem diferentes e não se calcula o valor de uma marca pelo método do fluxo de caixa descontado.

Minha análise hoje não entra em fórmulas ou conceitos. Quero chamar atenção para a movimentação das marcas em consonância com as novas tendências tecnológicas, em valor e em percepção na mente do consumidor.

Preste atenção no gráfico e tente compreender o que ele nos diz.

É fácil identificar que as empresas de tecnologia assumiram as seis primeiras posições em 2017, segundo o mais recente relatório BrandZ publicado pela WPP e Kantar Millward Brown. Extraí, propositalmente, do gráfico, os valores em bilhões de dólares estabelecidos para cada marca, pois o que me interessa nessa análise é a “dança das marcas” nos últimos anos e o que podemos esperar para os próximos cinco ou dez anos.

Tendências:

Entre as dez marcas mais valiosas do mundo em 2017, oito delas atuam no segmento de tecnologia, agora englobando a inteligência artificial e a internet das coisas, além das telecomunicações. Ao olharmos para o ano de 2007, apenas quatro entre as dez primeiras marcas mais valiosas do mundo eram do segmento de tecnologia, sendo que o foco era softwareinternet e telecom.

Outra análise que impressiona, segundo os critérios da BrandZ é que as cinco primeiras marcas mais valiosas em 2017, a saber: Google, Apple, Microsoft, Amazon e Facebook, valem juntas, hoje, 890 bilhões de dólares, mas em 2007, essas mesmas marcas valiam juntas, apenas 152 bilhões de dólares.

Como imaginar esse quadro daqui a alguns anos?

Indústria 4.0, gestão global descentralizada, energia limpa, veículos que não emitem ruído do motor e nenhuma partícula poluente, conectividade, carros autônomos e empresas com frotas de veículos virtuais, redes hoteleiras sem possuir, fisicamente, um único quarto de hotel, supercomputadores que farão a medicina diagnóstica com maior precisão a milhares de quilômetros de distância do paciente, o Watson da IBM que substitui advogados, médicos, engenheiros e corretores de imóveis, fazendas de geração de energia instaladas no mar, e tantas outras evoluções que, para nenhum espanto, já existem hoje.

Quais as empresas que estarão entre as “Top 10” no ano de 2022? Quantas delas serão chinesas? Quantos “petaflops” de capacidade de processamento terá o maior supercomputador do mundo, ultrapassando os atuais 93 petaflops do Sunway Taihulight chinês? A quem pertencerá esse novo supercomputador? Será da Google, da Microsoft ou da Baidu?

Todas essas mudanças estão ocorrendo muito rápido e talvez, algumas pessoas não consigam acompanhar a evolução tecnológica nos próximos dez anos. Contudo, não há motivo para entrar em depressão por causa disso, afinal, sempre poderemos “discutir a relação” com Cortana, Siri ou Google Home, robôs que nos acompanham 24 horas por dia e estão ficando mais inteligentes e independentes. Eles, ou elas, não lhe deixarão sentir-se só.

Nota: Um “petaflop” representa pouco mais de um quatrilhão de cálculos por segundo.

Orlando Merluzzi – 01/08/2017

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