Lançamento do livro: Potência Corporativa, 2017. Já disponível para venda.

Como gerenciar o clima organizacional no mundo corporativo público e privado, assegurando a motivação e a capacidade de inovar e empreender.


Ética, bullying, assédio moral, falta de respeito e insatisfação no ambiente de trabalho. O que fazer para evitar comportamentos internos destrutivos para a empresa e como corrigir a rota? Incluindo trechos da série: “Lendas, Mitos e Verdades do Mundo Corporativo” 

Um livro essencial para gestão de recursos humanos, carreira, programas de talentos, desenvolvimento de pessoas, mentoring e treinamentos corporativos. 

LANÇAMENTO

Já está disponível para venda, o livro Potência Corporativa, transformando o clima organizacional e a adrenalina em resultados para a organização, da nova Editora Pensamento Corporativo Ltda.

Para adquiri-lo, clique nas imagens ou no link abaixo e você será redirecionado(a) para a página do e-commerce, pelo Pagseguro do UOL.

Comprar o livro: Potência Corporativa

Potência Corporativa: Transformando o clima organizacional e a adrenalina em resultados para a organização, 2017 – Editora Pensamento Corporativo Ltda.

Público alvo: Lideranças, Talentos e Gestores (em todos os níveis).

Sumário: Este livro, de leitura fácil e agradável, traz ensinamentos e casos do ambiente corporativo e define o conceito da Potência Corporativa como consequência da gestão do clima organizacional e das relações interpessoais e interdepartamentais nas organizações, públicas e privadas. A Inteligência Emocional é expandida no ambiente de trabalho, resultando no autor definiu como Emoção Corporativa. Através dela, a empresa potencializa os resultados operacionais e sua capacidade de inovação e empreendedorismo interno. A má gestão da emoção corporativa, ou a falta de um correto diagnóstico, pode resultar na perda da energia produtiva devido aos fatores inerentes ao comportamento do ser humano, que afloram nas relações pessoais em qualquer ambiente. O livro aborda aspectos da ética nas organizações e na vida, bem como a educação e a capacidade de julgamento dos valores morais. O autor incluiu trechos dos ensinamentos da série “Lendas, Mitos e Verdades do Mundo Corporativo” e colocou na obra, um pouco de seus conhecimentos e vivência, adquiridos em 32 anos de carreira, contando ainda alguns casos históricos e exemplos elucidativos.

Ética, uma reflexão para a vida e para as organizações

“Um manifesto em favor da Ética, da Moral e da gestão das emoções no mundo corporativo público e privado”

Trecho do livro: Potência Corporativa, 2017, Ed. Pensamento Corporativo, autor: O. Merluzzi

Ao lado de Platão, Aristóteles carrega a Ética a Nicômaco.
Obra: Escola de Atenas – de Raffaello Sanzio, 1510
Nela podem ser vistos também, Zeno, Epicuro, Pitágoras, Sócrates, Heráclito, Euclides, Ptolomeu e até o próprio Rafael.

Vivemos tempos de mudança. Todos os dias somos surpreendidos com notícias bombásticas e, mais recentemente, a sobreposição de fatos alarmantes no campo empresarial, político e diplomático nos atinge com tanta velocidade que nem conseguimos absorver o primeiro impacto e, pronto, lá vêm novas notícias trazendo mais do mesmo.

Convido-os para uma reflexão, livre de emoções, sobre os limites da Ética e até onde se confundem com valores na vida corporativa.

Recentemente, ouvi em uma importante emissora de rádio de São Paulo, a entrevista de um executivo responsável por recursos humanos em uma grande empresa que, ao ser perguntado sobre qual a principal característica que o profissional deve ter para ser contratado, sua resposta foi: “Acredito que integridade e honestidade estão em primeiro lugar”. Com todo respeito ao nobre profissional entrevistado, penso que esses atributos jamais deveriam ser classificados na lista de características de uma pessoa, pois trata-se de algo tão básico e que naturalmente esperamos ver em um ser humano, que se torna precípuo antes de iniciarmos uma conversa com alguém. Para mim, um bom profissional precisa ter atitude, postura, otimismo, competência e ambição. Integridade e honestidade não se discutem. Retidão deve ser demonstrada no palco e nos bastidores.

Não quero com isso dizer que vivemos uma inversão de valores da classificação e grau de importância dos aspectos éticos. Vemos diariamente a deterioração dos princípios morais por corruptos e corruptores, gerando indignação nas mídias sociais, disputas ideológicas passionais e acusações mútuas entre facções de adoradores de discursos, mas não pensem que isso não tenha intensidade semelhante na vida privada e no mundo corporativo. Felizmente, a consciência está aflorando pela liberdade de imprensa, pensamento, expressão e capacidade de julgamento e, assim, vejo um viés positivo na luta entre o bem e o mal e, quem sabe, um futuro melhor para nossos netos. A ética está vencendo, aos trancos e barrancos, mas triunfará.

Como sempre faço quando toco nesse tema, procuro relembrar conceitos daquilo que chamo de “atributos do bem”.

Para que compreendam a diferença de ética e moral, uso uma metáfora: Moral é o que pode azedar o seu fígado, mas a ética é imparcial em qualquer situação. Moral são regras aceitas por um grupo, ou seja, para os corruptos e corruptores, suas ações estão dentro de seus valores morais e o fim justifica o meio.

Por isso, vemos corrupção também no mundo corporativo, público e privado, desde um grande contrato para construção de uma usina ou uma fábrica a um simples fornecimento de pequenos serviços de alimentação ou manutenção, mas quando os atores são expostos, inevitavelmente são crucificados no código de conduta das organizações sérias e idôneas. Sim, elas existem. As empresas condenam o que é imoral para nossos padrões de julgamento. Quais são eles? Aqueles atributos precípuos a que me referi anteriormente.

A ética é uma reflexão sobre o que é moral e aí está o “grande perigo”, pois, tudo dependerá da capacidade de julgamento, a qual está intimamente ligada à Educação. Se pensarmos nos pontos falhos do desenvolvimento das gerações futuras, provavelmente a educação e a formação do indivíduo no núcleo familiar aparecerão entre os primeiros na lista de problemas. Assim, uma deficiência na capacidade de julgar pode comprometer o entendimento das diferenças entre o que é moralmente aceito e eticamente correto.

Estou entre aqueles que afirmam que, uma entre as crises que o ser humano enfrenta hoje é a crise de valores, pois essa pode afetar a humanidade, que passaria a viver de forma mais egoísta, cruel e violenta – espero que a “Era de Aquarius” possa ajudar a corrigir esse bug na evolução humana – e daí a desesperada necessidade de bons exemplos na sociedade, que transmitam importantes valores humanos para assegurarmos um futuro melhor em todos os aspectos.

No mundo corporativo os valores da empresa determinam o comportamento da gestão e passam pela consciência de conselhos e conselheiros. No ambiente eticamente aceito, uma empresa sustentável deve propagar e se apoiar em valores como respeito às pessoas, responsabilidade social, transparência e, é claro, integridade e honestidade, mas nem por isso devo perguntar a um candidato se ele é honesto ou íntegro, mas certamente perguntarei sobre suas ações sociais e responsáveis. Normas e princípios morais da corporação devem ser transmitidos em forma de cascata a todos os colaboradores e parceiros comerciais. Valores de uma corporação são pilares da sua cultura organizacional, devendo ser praticados e não usados apenas como adorno em um quadro cujo título é “Missão, Visão e Valores”.

Em qualquer sociedade, quem segue as regras é uma pessoa moral e quem as desobedece, uma pessoa imoral. Aqueles que possuem maior poder de influência, seja pela oratória, força ou capacidade financeira, estabelecem o que é moral e o que é imoral – outra enorme preocupação que tenho com os políticos e com a política.

Se os jovens tiverem capacidade para refletir sobre as regras – que formam a moral – assim se constituirá a ética, pois não errarão na reflexão. Formação, educação e ética estão intimamente ligados e o único caminho para seguirmos precisa ser pavimentado em um esforço coletivo, de toda sociedade, deixando de lado ideologias extremas que separam nós e eles, para melhorar a educação e o sistema de ensino. Faremos dessa forma um País mais ético, nem que nos custe uma geração ou mais. Isso refletirá na vida, na sociedade, nas organizações, no modo de pensar o bem e a responsabilidade social, no papel das empresas públicas e privadas e, até, no redesenho de alguma governança corporativa.

Continuo insistindo na educação como único caminho para o resgate de valores morais. Mais ação e menos discurso. Quanto mais cedo começarmos, talvez tenhamos a sorte de sacrificar apenas a próxima geração, para que nossos bisnetos possam nascer em um mundo mais ético.

Uma parcela pequena conhece a diferença entre ética e moral, ambas possuem significados distintos. Para que eu possa embasar a conclusão, devo esclarecê-las em um contexto filosófico. A palavra “moral” tem origem no termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”. A palavra “ética” vem do grego “ethos”, que significa “modo de ser” ou “aquilo que pertence ao caráter”.

O que se entende por moral é um conjunto de regras que orientam as ações e o julgamento sobre o que é bom ou mal, o que é certo ou errado. Se, por exemplo, uma classe de pessoas tem como regra usufruir o que não lhe pertence e se apropriar do que não lhe é devido, essa é sua moral e ela não está errada segundo suas regras. Contudo, na ética do cidadão de bem, isso é imoral, ou seja, a ética aflora da análise e investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional. Ética é uma reflexão sobre a moral. Ambas são responsáveis por construir as bases de convivência, conduta, forma de agir e de se comportar em sociedade. Mas atenção: o que é moral em uma sociedade pode não ser ético em seu juízo.

Num sentido prático, o conceito é compreendido analisando as condutas de alguns profissionais, tais como médicos, jornalistas, advogados, empresários ou políticos. Há expressões como: ética médica, ética jornalística, ética empresarial e ética pública. Isso é espírito de corpo e autodefesa corporativa. Está errado, pois aqui a ética se confunde com lei, quando a lei é que deveria ter como base os princípios éticos.

A moral deve orientar o comportamento do homem diante de normas instituídas pela sociedade. Diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a julgar o comportamento moral de cada indivíduo no seu ambiente. Em tempo, ambas buscam o bem-estar social por caminhos distintos.

Ser ético é agir dentro dos padrões convencionais e não prejudicar o próximo. Ser ético é fazer o bem, pensar o bem, promover o bem, mesmo quando os holofotes sobre você estão desligados. É cumprir os valores estabelecidos pela sociedade em que se vive. Bem, agora precisamos entender o que são valores.

Uma definição que me agrada é: “Valor é uma experiência transmitida ou vivida que elegemos e aceitamos para dar sentido à nossa vida cotidiana, resultando em valores éticos ou de consciência que orientam a conduta – valor moral.  É o valor ético que controla a vontade do indivíduo, independentemente de ele estar sozinho ou em grupo”. É o que leva o indivíduo a fazer autocensura por reflexão espontânea e não passar por cima de seus valores, por estar só e ninguém observar suas ações.

Se a moral incorpora as regras que temos de seguir para viver em sociedade e essas regras são determinadas pela própria sociedade, então torna-se perigoso para um futuro próximo – sendo que isso tem me preocupado sobremaneira – que a deficiência educacional e a pouca capacidade de juízo sobre o que é certo ou errado, possam estabelecer parâmetros morais bizarros e inaceitáveis sob o crivo da correta análise ética.

Em qualquer sociedade, quem segue as regras é uma pessoa moral; quem as desobedece, uma pessoa imoral. Assim, aqueles que possuem maior poder de influência, estabelecem o que é moral e o que é imoral.

Eu queria muito poder dizer aos jovens, de uma forma que eles realmente escutem e reflitam, conectando seus neurônios ainda não manipulados, para agirem de forma que sua conduta seja um exemplo para todos. Se eles tiverem a capacidade de refletir sobre as regras – a moral – então essa capacidade de pensar se constituirá em ética.

Formação, educação e ética estão intimamente ligados. Somente um esforço de toda sociedade para melhorar nossa educação e nosso sistema de ensino farão do Brasil um país mais ético, com valores inegociáveis e inquestionáveis.

Orlando Merluzzi

O desafio da mulher para chegar no primeiro escalão numa grande corporação

É o novo capítulo das Crônicas Corporativas do Dadalti, que aborda com maestria um tema importantíssimo e muito interessante para a gestão e governança no pensamento corporativo. Acesse diretamente a página do Dadalti no link abaixo:

Crônicas Corporativas, por Antonio Dadalti – Cap. 13


Quando a ética derrapa em um discurso infeliz

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…quando a ética derrapa em um discurso infeliz

Em anos recentes tenho publicado vários artigos correlacionando ética com educação, comportamento e clima organizacional, temas nos quais me especializei. Por mais que alguns pareçam recorrentes, principalmente quando falo sobre ética, regularmente tomo conhecimento de situações imorais que agridem valores das organizações, embora seus próprios autores as considerem corretas, equivocadamente.

Nesta semana a imprensa divulgou com certo espanto o trecho de uma palestra do CEO de uma grande empresa da área de Educação no Brasil, que ao falar para um público qualificado, disse: “durante a reestruturação de minha empresa, para obter conhecimento, eu criava um processo seletivo de consultorias, ouvia o que elas tinham a ensinar sobre aquele problema e depois não contratava ninguém, aplicando o que eu havia aprendido”. Ou seja, o executivo criava, através de um falso processo de contratação, a ilusão nas empresas de consultoria de que poderiam ser escolhidas para conduzir o projeto com aquele cliente e para isso, teria maiores chances de vencer a “concorrência” aquela consultoria que fornecesse de imediato uma visão e indícios de solução para a demanda do cliente.

Ora, só quem conhece a forma de trabalhar de empresas competentes e idôneas de consultoria sabe a complexidade e o tempo que pode levar o desenvolvimento de uma proposta para um projeto específico. Assim, o empreendedor coletava uma série de informações qualificadas de fontes diversas, formava sua própria conclusão, agregava um espírito inovador, decidia por um caminho a seguir e não pagava ninguém. Um jeito inteligente e barato de fazer as coisas, mas completamente imoral em meu julgamento.

A forma como ele citou tal fato em sua palestra deixou claro que o oportunismo sobrepôs à ética, mesmo que o contexto do seu discurso tenha sido outro, mas foi somente devido à grande reação negativa das mídias sociais que se deu conta da infelicidade de suas palavras. Tentou posteriormente se justificar na própria mídia social, dizendo que estava “brincando”, pediu desculpas, mas entendia que não houve má fé nem postura antiética, pois tais fornecedores já eram parceiros. Bem, ficou pior a emenda do que o soneto.

Não vai aqui nenhuma crítica à empresa ou ao executivo – empresário de sucesso – mesmo porque estou certo de que aquela empresa possui um código de ética e conduta, que no conceito filosófico se constitui nos “valores da organização”, código que provavelmente tem a assinatura do próprio executivo e que certamente não sugere tais práticas imorais.

Pego carona nessa situação para afirmar que práticas imorais ainda se observam em muitas empresas, apesar das consolidações de governança corporativa. Atos inconsequentes que rompem as barreiras da ética, na maioria das vezes são praticados por funcionários inexperientes ou que querem apenas demonstrar serviço aos seus superiores, mas não possuem a menor ideia do estrago que causam na reputação da sua organização. O mesmo ocorre, por exemplo, quando a empresa adia os pagamentos aos seus fornecedores, sem justificativas ou pré-acordo, simplesmente porque alguém na área de Compras ou Finanças resolveu apresentar “performance on payment terms” para os chefes.

Muitas são as atitudes inconsequentes que corroem silenciosamente a reputação de uma organização. O mercado fornecedor comenta, a imagem negativa se propaga e o custo disso provavelmente será notado nas próximas cotações de seus fornecedores, assim como um banco, que ao dar crédito para um cliente ou empresa dimensiona o spread de risco na taxa de juros. Ao final, quem paga a conta pela desobediência às fronteiras da ética é a empresa.

Voltando a questão inicial e sem entrar novamente nas discussões filosóficas entre o que é moral ou imoral e a capacidade de julgamento sobre os valores que definem o que é eticamente aceito ou não, as empresas precisam fazer urgentemente uma releitura dos temas: ética, valores, moral e as práticas de tudo isso, de forma que os colaboradores, talentos e gestores possam manter posturas responsáveis em todos os aspectos comportamentais e de relações interpessoais e empresariais.

Embora, empresas sejam feitas de pessoas, no seu curso normal as pessoas passam e as empresas permanecem, mas carregarão sempre consigo a reputação construída ou destruída por irresponsabilidade, imaturidade ou incompetência. Eu prefiro pensar que em raríssimas ocasiões tenham ocorrido por questões de caráter ou desonestidade. Hoje vivemos uma enxurrada de denúncias corporativas – principalmente as que envolvem políticos nas mais diversas situações, e sem generalizar – diariamente tomamos conhecimento de algumas práticas questionáveis e inaceitáveis, tais como corrupção em órgãos públicos e licitações, pirataria, espionagem industrial, fraudes contábeis, falsificações, tráfico de influência, superfaturamento, assédio (de todos os tipos), e tantas outras que seus praticantes sentem-se justificados pela moral do oportunismo, do egoísmo e da vaidade.

Na questão ética, aquela em que se julgam os valores de uma sociedade e os aceitam moralmente, não pode haver espaço para a cultura do “faço porque todos fazem” ou, “se eu não fizer, não conseguirei trabalhar porque essa é a regra vigente”.

As questões morais escondem-se em muitas decisões do cotidiano empresarial, ainda que seus principais gestores não tenham plena consciência disso, mas não há como isolar a delegação de poder e responsabilidade em casos de tais atitudes no mundo corporativo. Se um funcionário da linha de frente escorrega no senso moral, as consequências respingam em todos na organização, inclusive no presidente. Não adianta punir. O caminho correto é trabalhar na prevenção.

A boa “governança e gestão” não aceita, não admite tais práticas e não pode fugir à ética filosófica que julga valores do que é certo ou errado, bom ou ruim. O mercado é cruel e não há perdão corporativo em tais casos. Reputação é algo que se constrói apenas uma vez e se destrói por várias vezes e por todos os lados.

A Ética pede passagem na vida, na política, nas empresas e nas relações. A Educação deficiente – e isso é um problema crônico em nosso País – coloca em risco e poderá retardar a capacidade de julgamento das pessoas sobre os valores morais e o processo de discernimento que define o que é ético para cada um de nós e para a sociedade na qual vivemos.

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Orlando Merluzzi – 30-10-2016