Destaques

Aqui você encontra posts recentes, posts antigos e alguns destaques em discussão nas mídias sociais do Pensamento Corporativo.


 

A demissão do CEO do McDonald’s e o que o fato ensina.


Frases famosas cujo autor não recebeu o devido crédito. Algumas, nem foram ditas. Qual efeito dessa cultura na sociedade e no mundo corporativo? Clique na imagem e acesse o artigo completo.


A Sociedade 5.0 aumentará o abismo entre o 1° mundo e os demais países


 

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Um desperdício de cérebros

Mercado de trabalho: há algo errado no mundo de Matrix.

Desprezar o valor do passado pode hipotecar a tecnologia do futuro

O trajeto com o Uber, entre a Lapa e o Centro de SP, pode lhe ensinar duras lições de vida e fazer questionar, por que o mercado de trabalho discrimina profissionais competentes, experientes e preparados, por causa da idade.

O motorista era um homem elegante, educado, voz firme, com movimentos delicados e uma conversa muito consistente. Falamos até sobre blockchain. Ele teve um revés patrimonial e hoje trabalha de 12 a 14 horas por dia, com o Uber, para ganhar pouco mais de três mil reais por mês. No currículo daquele jovem de 61 anos, uma gestão de fábrica, duas diretorias, uma superintendência, uma pós-graduação na Califórnia e quatro idiomas fluentes. Há 7 anos tenta voltar para o mercado e o que escuta é: “não teria mais energia para o mundo corporativo, passou da idade”.

Se aquele homem tem energia para trabalhar até 14 horas por dia no trânsito de São Paulo, com todo aquele conhecimento, pode assumir inúmeras funções corporativas, em qualquer lugar.

Quando eu tinha 35 anos, achava que estaria acabado para o mundo corporativo após 50. Hoje, com 56, vejo-me trabalhando até os 86, no mínimo, antes de me aposentar.

Era próximo ao horário do almoço. Pedi para aquele motorista que me aguardasse um pouco, para retornarmos e o convidei para almoçar. Tivemos uma excelente conversa e ele me deu grandes lições e a inspiração, talvez, para meu próximo livro.

Há algo errado no mundo de Matrix

Pensem no desperdício de cérebros corporativos, por discriminação, ou talvez, receio dos mais jovens, de não acompanharem o conhecimento dos anciãos em alguma reunião ou mesmo, em uma conversa informal.

É preciso rever muitos conceitos. O país possui 13 milhões de desempregados (oficiais, pelo CAGED) e mais 14 milhões de subempregados, segundo vários economistas de plantão. A relação: Mercado de Trabalho x Perspectiva = Futuro da Sociedade, terá de ser recalculada.

Orlando Merluzzi


Oito frases irritantes e tóxicas nas empresas, que podem representar a beira do precipício.

São as armadilhas atitudinais. Utilize-as com moderação, seu uso pode trazer consequências de reputação e imagem, principalmente em empresas com objetivos rigorosos de curto prazo, mentalidade competitiva, disruptiva e gestão competente. A saber:

1) “Deixa comigo”. Quase sempre que alguém diz “deixa comigo”, já sei que a chance de não acontecer é grande.

2) “Já coloquei o assunto no meu radar”. Essa é uma das frases conhecidas como “um-sete-um” e nas entrelinhas podem dizer: “vou esquecer disso, não tenho interesse, a prioridade é baixa e preciso encontrar uma forma de ser simpático com quem me solicitou.”

3) “Isso é fácil de resolver”. Há funcionários que utilizam-se muito dessa frase, para tentar demonstrar que são pragmáticos, mas às vezes demonstra que a pessoa não tem a visão do todo. Se um problema no mundo corporativo é “fácil de resolver”, ele nem deveria estar ali. O sistema é complexo e as pessoas são pagas para gerar riqueza corporativa, por isso, se um problema “fácil” surgiu, provavelmente alguém deixou de fazer o básico e pior, está sendo pago para isso. Problemas fáceis de resolver não devem ser instrumentos de “marketing” pessoal.

4) “Quanto mais erramos, mais aprendemos”. Esse é um pensamento bizarro. O mundo corporativo não tolera erros recorrentes e as empresas privadas não são entidades beneficentes. Nas escolas sérias, quanto mais se erra, mais se repete o ano escolar, até o aluno ser jubilado. 

5) “Sempre fizemos assim”. Não é porque uma fórmula deu certo no passado que seus concorrentes não encontrarão um jeito melhor, mais rápido, mais prático e mais barato de fazer a mesma coisa. 

6) “Isso faz parte da cultura da empresa”. Outra miopia, principalmente na área de gestão de pessoas. Desde que não ultrapasse limites morais e éticos, a cultura empresarial deixou de ser “pétrea” quando as empresas tornaram-se multinacionais e as fronteiras culturais ruíram na velocidade da internet, na expansão das mídias sociais, na ascensão das novas gerações e de um mercado competitivo que está na terra e nas nuvens, não necessariamente nessa ordem.

7) “Já disparei um e-mail sobre isso”. Uma forma de livrar-se de um problema e colocar no colo de outra pessoa. Há, no mundo corporativo, pessoas que são especialistas nisso e junto com uma estratégia própria de propaganda e autopromoção, jogam o boi para o alto, fatiam o animal e distribuem todos bifes sem deixar nenhum cair sobre sua mesa. O pior é que alguns desavisados confundem essa atitude com “excelência em delegação” e já vi muitos desses açougueiros atingirem as posições mais elevadas na organização.

8) “O cliente tem sempre razão”. Não, o cliente nem sempre tem razão e há os clientes “profissionais da reclamação de produto” que, na verdade, visam obter benefícios-extra da empresa. Algumas pessoas, dentro das organizações, utilizam-se desse famoso “jargão” para livrarem-se da complexidade da solução de um problema, evitarem defender a empresa perante um cliente mal-intencionado ou, para esconderem seus próprios erros.

As frases acima são dogmas e pensamentos que fazem parte do DNA de equipes e empresas perdedoras.

Orlando Merluzzi


#carreira #gestão #atitude