Lar, doce office.

Ao final da crise as pessoas voltarão diferentes ao trabalho e o ambiente não será mais o mesmo.

  • O ambiente corporativo levará de um a dois anos para se normalizar
  • Haverá uma ressaca dissonante e temporária com o ambiente de trabalho

O clima organizacional vai precisar ser mapeado novamente. O nível de insegurança das pessoas deve aumentar, afinal, as empresas, equipes, clientes e fornecedores acabam de conhecer um mundo novo, viável. As empresas descobriram formas mais flexíveis e ágeis de se conectar com toda a cadeia logística e isso significa redução de custos e aumento de produtividade. Veremos a ascensão de um novo modelo de gestão.

O que muda agora na gestão de pessoas?

  1. A crise antecipou tendências e acelerou um processo que já vinha ocorrendo naturalmente, mas de forma lenta. Reuniões virtuais com clientes e com as próprias equipes, webnars, readequação dos canais de distribuição, coisas que ainda enfrentavam alguma resistência, mas já estavam em ebulição.
  2. Manter os funcionários trabalhando remotamente, um ou dois dias por semana, representa redução de custos para as empresas e muitas já sinalizaram que manterão a prática após o encerramento da crise.
  3. O “home office” caiu no gosto de todos e provou ser viável. Agora, falta apenas acertar o termo correto, o qual os países de língua inglesa preferem chamar de “working home based” ou “working from home” e não “working home office”.
  4. A gestão vai mudar e veremos novas formas de estabelecer, cobrar e medir desempenho, novas formas de controle, novos processos de integração das equipes e uma nova grade de capacitação técnica-atitudinal dos colaboradores.
  5. Haverá a consolidação de novas formas de aproximação e relacionamento com clientes.

Uma nova dinâmica entre missão, valor, propósito e “entregas”, precisará ser estabelecida.

Em poucas semanas as pessoas se familiarizaram com novas plataformas de fazer negócios e comunicação virtual. Muitos, há três ou quatro meses só conheciam o Skype e o WhatsApp como ferramentas de reunião audiovisual, mas alguns não usavam por acharem “menos profissional”. Em pouco mais de um mês a ferramenta “Zoom” teve quase trinta milhões de downloads. Há outras excelentes ferramentas ocupando espaço, tais como ezTalks, Google Hangouts, Microsoft Teams, Whereby, entre outras pagas ou gratuitas.

A fragilidade da logística mundial e do mundo dos negócios

A situação inesperada, não prevista e pandêmica expôs a fragilidade do sistema global de fazer negócios, desestabilizando toda a cadeia logística, de supply chain e mercadológica. As lições exigirão mudanças no planejamento estratégico das empresas, nas atividades contingenciais e na gestão de crises. O mesmo vai ocorrer na administração pública e assistiremos à construção de um novo desenho de alianças internacionais entre países e potências.

Após essa reflexão fica no ar uma dúvida: o que acontecerá se daqui a dois ou três anos surgir um novo vírus, mais letal e agressivo que o COVID-19?

O mundo possui inteligência artificial, blockchain, robôs, computação nas nuvens, gestão do big-data, indústria 4.0 e até um conceito de Sociedade 5.0, mas o que derrubou o sistema mundial não foi um vírus de computador, mostrando que a fronteira que separa a tecnologia do conto de fadas é tênue.

Para onde serão direcionados os investimentos globais de agora em diante? No desenvolvimento de super tecnologias, ou na educação e saneamento básicos em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento?

A volta ao trabalho após a crise

No mundo corporativo as atividades em grupo e as relações interpessoais continuarão existindo, assim como as atividades de back office. Um maior dinamismo ocorrerá nas atividades de campo e logística. Pouca coisa vai mudar, por exemplo, nas atividades de controladoria e o RH precisará rever conceitos, repensar o uso da inteligência artificial e recolocar o ser humano no centro do processo.

A ressaca

As equipes devem sofrer uma ressaca, tão logo as coisas voltem ao normal (parcialmente), é o que chamo de dissonância cognitiva com a satisfação no ambiente profissional. Isso precisará ser retrabalhado com uma nova gestão do clima organizacional e mais foco nas relações de confiança e respeito.

Orlando Merluzzi

Nota: Quem quiser saber mais sobre as novas formas de gestão do clima organizacional no pós-crise, me procure. Também estou aqui, no Portal do Pensamento Corporativo, no oleodieselnaveia, no LinkedIn e, claro, na MA8 Consulting.

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